No começo de 2012, 31 profissionais foram mortos no mundo, cinco só no país
O Brasil é o
segundo país mais perigoso do mundo para jornalistas trabalharem,
informou nesta segunda-feira a Campanha Emblema de Imprensa (PEC, na
sigla em inglês). Somente no primeiro trimestre de 2012, cinco
profissionais de imprensa morreram de forma violenta, sendo que, no
mundo inteiro, 31 jornalistas foram mortos no mesmo período. Isso
representa um aumento de 50% em relação ao mesmo período de 2011.
Também neste ano, o Brasil caiu 41 posições no Ranking de Liberdade de Imprensa,
realizado anualmente pela organização Repórteres Sem Fronteiras. O país
caiu do 58º lugar, que ocupava em 2010, para o 99º, no levantamento
2011-2012. Esta é a segunda queda mais acentuada entre os países da
América Latina, destaca a entidade, que relaciona o péssimo desempenho
brasileiro ao "alto índice de violência" e a mortes de jornalistas no
ano passado (sem detalhar, a organização fala em três casos; em
novembro, um cinegrafista foi morto ao cobrir uma ação do Bope no Rio). Só o Chile registrou performance pior que a brasileira na região, perdendo 47 colocações, principalmente em função dos protestos estudantis.
Mundo - A pior situação é a da Síria,
onde nove jornalistas morreram, cinco estrangeiros e quatro repórteres
do país islâmico, informou a PEC. O grupo considerou em comunicado que
eses dados refletem 'uma tendência alarmante e demonstra que a segurança
do trabalho dos jornalistas piorou no início deste ano'. "A Síria está
na linha de frente dos lugares mais perigosos para os jornalistas",
manifestou Blaise Lempen, presidente da organização, que tem sede em
Genebra.
Ao todo, 11 jornalistas morreram na Síria desde o início do conflito,
em março de 2011. Dois jornalistas turcos estão desaparecidos no país
há duas semanas. A PEC expressou sua preocupação pela prática do governo
de Bashar Assad de deter de maneira sistemática jornalistas sírios em
todo o país, e afirmou também que os dois repórteres turcos podem estar
sendo submetidos à tortura.
Na Somália,
três jornalistas morreram, e na Índia, Bolívia e Nigéria, dois
repórteres perderam a vida de maneira violenta. A PEC ainda registrou
uma morte em cada um destes países: Afeganistão, Colômbia, Haiti,
Honduras, México, Paquistão, Filipinas e Tailândia.
Fonte: Revista Veja




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